Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Fátima: Centenário

Oração diária:

Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.

AMA, Fevereiro, 2017

Os novos ‘sans-cullotes’

Paradoxo pós-moderno: há liberdade total para chocar e escandalizar, mas não se dê a ninguém o direito a sentir-se ofendido pelas atitudes indignas.

A imaginação mais prodigiosa não logra adivinhar os extremos a que são capazes de chegar alguns energúmenos pós-modernos, mas a No Pants Subway Ride pode dar uma ideia. Trata-se de uma iniciativa em que muitos nova-iorquinos participam todos os anos e que consiste, como o seu próprio nome indica, em viajar de metro sem calças! Também este ano, segundo a agência Efe, várias centenas de habitantes de Nova Iorque andaram de metro em trajos menores, no passado dia 9 de Janeiro.

Segundo a plataforma Improv Everywhere, “o objectivo não é ofender, mas sim ‘fazer rir os demais’ e divertir”. Costuma dizer-se que uma desculpa não pedida é uma acusação manifesta. Ou seja, se a própria organização diz que esta iniciativa não tem nenhuma finalidade ofensiva é porque de facto a tem, como é óbvio.

É curioso que, na sociedade pós-moderna, quase não se possa andar de hábito religioso na rua, mas se possa andar no metro com a roupa interior à mostra … O crucifixo ao peito, ou o véu islâmico, ofendem a laicidade do Estado, mas os trajos menores não só não insultam a religiosidade de ninguém, como também não ofendem a decência de quem ainda a tem! Paradoxo pós-moderno: há liberdade total para chocar e escandalizar, mas não se dê a ninguém o direito a sentir-se ofendido pelas atitudes indignas.

Qualquer dia, esta ou outra arrojada instituição reedita esta iniciativa mas sem qualquer roupa e os cidadãos terão que aceitar que o espaço público seja invadido por este tipo de aventesmas, sem ripostar, pois qualquer atitude de reprovação é, a priori, tida por reacionária, intolerante e fundamentalista. A decadência da civilização ocidental no seu melhor, ou seja, no seu pior.

“Os organizadores instaram os participantes a atuarem normalmente, como se não se conhecessem e responderem, caso alguém os interpelasse, que se trata de ‘uma coincidência’ ou que ‘se esqueceram das calças em casa’”. Portanto, para além de fazerem uma triste figura, são também convidados a mentir. A uma pergunta tão estúpida, como seria a de indagar a razão do despropósito, nada melhor do que uma resposta não menos imbecil, como a que generosamente propõe a organização, para o caso dos próprios não saberem o que dizer, como convém à imbecilidade de quem adere a uma tão estupidificante iniciativa.

Mas há mais: “’Queremos dar aos nova-iorquinos uma razão para levantarem os olhos dos papéis e dos ecrãs dos telemóveis e experimentarem algo diferente na sua rotina diária’, referiu uma das organizadoras, Jesse Good, em declarações aos meios de comunicação locais”. De facto, é muito provável que a roupa interior dos outros passageiros seja um importante motivo para deixar para outra ocasião a leitura das notícias ou de um livro.

“No final da viagem, que terminou em Union Square, os participantes foram convidados a celebrar a iniciativa bebendo um copo num bar da zona, onde o único requisito para entrar era ‘não usar calças’”. É provável que a bebida, alcoólica de preferência, ajude a remediar a constipação provocada pela escassez de vestuário e, ao mesmo tempo, apagar da memória a degradante experiência. Como no caso do bêbado, que bebia para esquecer… que era bêbado.

Como a estupidez não é atributo exclusivo de nenhum povo, esta acção, que se realizou pela primeira vez em 2002 em Nova Iorque, “estendeu-se a várias cidades de todo o mundo, como Londres, Praga, Berlim, Varsóvia e Milão, entre outras”. Todas elas, ao que consta, se uniram, no passado dia 9, à 16ª edição da ‘No Pants Subway Ride’”. Segundo a mesma fonte, “a iniciativa chegou a realizar-se em Lisboa e no Porto” mas, como pelos vistos não se repetiu, não deve ter tido êxito, o que muito honra, respectivamente, alfacinhas e tripeiros, e todos os portugueses em geral.

Talvez este caso bizarro não seja mais do que uma excentricidade de mau gosto, sem maior importância. Mas pode ser também um sintoma da decadência a que chegou a sociedade pós-moderna desde que se divorciou da sua matriz cristã. O primeiro ensinamento bíblico é a criação do homem à imagem e semelhança de Deus. Sem consciência da sua identidade, o ser humano mais não é do que mais um animal. Na verdade, tão ridículo é um cãozinho com calças, como um homem sem elas.

São João Maria Vianney, o santo cura de Ars, dizia: “Deixai uma paróquia vinte anos sem padre e lá os homens adorarão os animais”. A No Pants Subway Ride prova isso mesmo: onde se perde a noção cristã da excelência humana, extingue-se também a mais elementar consciência da própria dignidade.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador AQUI

(seleção imagem 'Spe Deus')

O Evangelho de Domingo dia 12 de fevereiro de 2017

«Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus. Porque Eu vos digo que, se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. «Ouvistes que foi dito aos antigos: “Não matarás”, e quem matar será submetido ao juízo do tribunal. Porém, Eu digo-vos que todo aquele que se irar contra o seu irmão, será submetido ao juízo do tribunal. E quem chamar cretino a seu irmão será condenado pelo sinédrio. E quem lhe chamar louco será condenado ao fogo da Geena. Portanto, se estás para fazer a tua oferta diante do altar, e te lembrares ali que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem fazer a tua oferta. Concilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, para que não suceda que esse adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá antes de ter pago o último centavo.2«Ouvistes que foi dito: “Não cometerás adultério”. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. Por isso se o teu olho direito é para ti causa de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. E se a tua mão direita é para ti causa de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. «Também foi dito: “Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe libelo de repúdio”. Eu, porém, digo-vos: todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de união ilegítima, expõe-na a adultério; e o que desposar a mulher repudiada, comete adultério. «Igualmente ouvistes que foi dito aos antigos: “Não perjurarás, mas guardarás para com o Senhor os teus juramentos”. Eu, porém, digo-vos que não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de Seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. Nem jurarás pela tua cabeça, pois não podes fazer branco ou preto um só dos teus cabelos. Seja o vosso falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que passa disto, procede do Maligno.

Mt 5, 17-37

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

A Igreja celebra a festa de Nossa Senhora de Lourdes. São Josemaria encontra-se em Caracas, Venezuela, e comenta: “Vós e eu, que nos chamamos cristãos, que somos irmãos de Jesus Cristo e filhos de Santa Maria, devemos portar-nos com toda a limpeza possível, para nos parecermos a este Irmão mais velho e a esta Mãe. É isso que espero de vós, e isso peço para mim a Nosso Senhor e à Virgem de Lourdes”.

O Evangelho do dia 11 de fevereiro de 2017

Naqueles dias, havendo novamente grande multidão e não tendo de comer, chamando os discípulos disse-lhes: «Tenho compaixão deste povo, porque há já três dias que não se afastam de Mim e não têm que comer. Se os despedir em jejum para as suas casas desfalecerão no caminho, e alguns deles vieram de longe». Os discípulos responderam-Lhe: «Como poderá alguém saciá-los de pão aqui num deserto?». Jesus perguntou: «Quantos pães tendes?». Responderam: «Sete». Então ordenou ao povo que se sentasse no chão. Depois, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e dava-os a Seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram pelo povo. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençou e mandou que fossem distribuidos. Comeram, ficaram saciados e dos pedaços que sobejaram recolheram sete cestos. Ora os que comeram eram cerca de quatro mil. Em seguida Jesus despediu-os. Entrando logo na barca com os discípulos, passou ao território de Dalmanuta.

Mc 8, 1-10