Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

domingo, 5 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 4ª Reflexão

A caridade, Senhor, sim a caridade é o que hoje chamas à minha reflexão.

E perguntas-me, sempre directo mas cheio de amor:
Que dás tu, do que Eu te dou?
Dás apenas o que te sobra, ou vais além disso e dás mesmo aquilo que talvez te faça falta, mas que ao outro faz falta com certeza?
Tens a noção de tudo o que tens e daquilo que ao outro falta?

Ai, Senhor, assim tão directamente é muito difícil!
Não preciso abrir gavetas, nem armários, nem outras coisas sequer, para saber que tenho mais do que preciso.
Com tantas desculpas para mim próprio de como preciso um pouco do meu conforto, pretendo desculpar-me por não dar mais do que aquilo que me sobra!

Peço-Te, Senhor, mais uma vez nesta Quaresma:
Abre o meu coração à verdadeira caridade, aquela que é amor e sendo amor dá-se, procurando para os outros aquilo que quer para si próprio.
Que eu me saiba desprender de mim, das coisas que tenho, para que outros possam ter um pouco mais no menos que têm!

Marinha Grande, 14 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

São Josemaría Escrivá nesta data em 1960

O Papa João XXIII recebe-o pela primeira vez. Mais tarde, São Josemaría comentará: «Um dia falando com ele disse-me em italiano: “Monsenhor, a Obra coloca ante os meus olhos horizontes infinitos que eu não tinha vislumbrado”».

Bom Domingo do Senhor!

Peçamos ao Senhor humildes e contritos que nos ajude ao não cair nas tentações do diabo como Ele fez e nos narra o Evangelho de hoje (Mt 4, 1-11). Com a Sua ajuda sairemos vencedores agradando-Lhe e contribuindo para a nossa salvação.

Louvemos e adoremos o Senhor ignorando o príncipe das trevas!

“terra-mãe”

«O grão da semente não permanece só, ao grão da semente pertence o mistério maternal da terra – a Cristo pertence Maria, a terra sagrada da Igreja como os Padres da Igreja lhe chamavam de forma tão bela. O mistério de Maria significa precisamente isto: que a palavra de Deus não permaneceu sozinha mas, pelo contrário, assumiu o outro – a terra -, que se tornou ser humano na “terra-mãe” e então, novamente, intimamente ligada à terra de toda a humanidade, pôde voltar a Deus»

(Joseph Ratzinger in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)

«...assim também pela obediência de um só todos se hão-de tornar justos» (Rom 5,19)

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n°16

Analisando o desenvolvimento das tentações do Senhor, conseguimos compreender quão grandiosamente fomos libertados da tentação. O inimigo das origens levantou-se contra o primeiro homem, nosso antepassado, com três tentações: tentou-o pela gula, pela vanglória e pela avareza […]. Pela gula, mostrou-lhe o fruto proibido da árvore e persuadiu-o a comê-lo. Tentou-o pela vanglória, dizendo-lhe: «Sereis como Deus» (Gn 3,5). E tentou-o ainda pela avareza, dizendo-lhe: «Conhecereis o bem e o mal». Com efeito, a avareza não tem por objecto apenas o dinheiro, mas também as honras […].

Mas quando tentou o segundo Adão (1Cor 15,47), os próprios meios que lhe tinham servido para derrubar o primeiro homem venceram o diabo. Tenta-O pela gula, ao pedir-lhe: «Ordena que estas pedras se transformem em pães»; tenta-O pela vanglória, ao dizer-lhe: «Se és o Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo»; tenta-O pelo desejo ávido de honrarias quando, mostrando-Lhe todos os reinos do mundo, declara: «Tudo isto Te darei se, aos meus pés, me adorares» […]. Tendo desta forma aprisionado o diabo, o segundo Adão expulsa-o dos nossos corações pela mesma via por que lhe havia permitido neles entrar e tê-los em seu poder.

Uma outra coisa temos ainda de considerar relativamente às tentações do Senhor […]: Ele podia ter precipitado o tentador no abismo, mas não manifestou o seu poder pessoal; limitou-Se a responder ao diabo com preceitos da Santa Escritura. Fê-lo para nos dar exemplo de paciência, e para nos convidar a recorrer mais ao ensino do que à vingança. […] Vede bem a paciência de Deus, e a nossa impaciência! Nós deixamo-nos levar pela fúria quando a injustiça ou a ofensa nos atingem […]; o Senhor suportou a hostilidade do diabo, mas foi com palavras suaves que lhe respondeu.