Quaresma

Quaresma
A Quaresma não é sinónimo de tristeza, mas de entrega, gratidão e oração. Após a Paixão, o Senhor alegra-nos com a Sua gloriosa Ressurreição

sexta-feira, 31 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 30ª Reflexão

Trazes ao meu coração a necessidade da confissão.

Abres os braços para me receberes e dizes-me:
Amo-te, meu filho, com amor eterno e por isso quero apenas o teu bem e a tua felicidade. Por isso não quero que vivas dividido, incompleto, separado de Mim, e é isso mesmo que o pecado faz em cada vida.
Só em Mim e comigo te completas e vives em plenitude, por isso Eu procuro-te incessantemente. Basta que o teu coração se abra ao reconhecer do pecado, ao arrependimento, e já Eu corro para ti, para te abraçar, para te perdoar para te conferir de imediato toda a verdade de seres filho de Deus.
Corro para ti na figura do sacerdote que escolheres para te confessares, e quando contares as tuas fraquezas, os teus pecados, arrependido e cheio de vontade de não voltar a pecar, lembra-te que sou Eu que te estou a ouvir, sou Eu que te estou a perdoar, (sem julgamento, porque a Confissão não é um julgamento), sou Eu que me entrego a ti e por ti.
Lembra-te ainda, meu filho, que se és muitas vezes o filho mais novo que sai de casa com a herança deixando tudo para trás, também não deixas de ser outras vezes o filho mais velho que fica em casa, e não se alegra com a vinda dos que regressam.

Deixo-me abraçar e abraço-Te também, pedindo:
Ajuda-me, Senhor, a reconhecer as minhas fraquezas, as minhas faltas, os meus pecados, e a voltar para Ti pedindo perdão.
Abre, Senhor, o meu coração ao arrependimento sincero e à vontade inabalável de não voltar a pecar.
Dá-me fortaleza, Senhor, para fugir com coragem às tentações e ocasiões de pecado.
(Curioso, Senhor, como é precisa coragem para fugir … a estas coisas!)
E perdoa-me, Senhor, hoje e sempre, para que me complete em Ti e viva a «vida em abundância» que Tu mesmo nos prometeste.

Obrigado, Senhor, pelo Sacramento da Confissão, obrigado!

Monte Real, 11 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

São Josemaría Escrivá nesta data em 1935


Deixa reservado o Santíssimo Sacramento na residência de estudantes da rua de Ferraz. Dois dias depois escreve agradecido: “Celebrou-se a Santa Missa, no Oratório desta Casa, e ficou Sua Divina Majestade Reservado, realizando plenamente os desejos de tantos anos (desde 1928)”

Irradiar optimismo

Provavelmente, é um relato inventado. Há uns anos atrás, andou a circular pelo ciberespaço. Confortou umas pessoas, encheu outras de esperança, animou alguns ― coisa que sempre se agradece! O conteúdo da história era mais ou menos o seguinte: «Sempre estava de bom humor e as suas palavras eram positivas e animadoras. Motivava aqueles que tínhamos a sorte de estar ao seu lado. Irradiava optimismo e, por isso, era muito agradável trabalhar com ele. Se alguém tinha alguma dificuldade, animava aquele que a padecia a ver o lado positivo da situação.

«Certo dia, sem meia tinta, perguntei-lhe abruptamente: “Como é possível que estejas sempre optimista? Como consegues ver a realidade constantemente de um modo tão positivo? Onde vais buscar essa alegria que irradias à tua volta?”. A sua resposta ― que me ficou gravada na memória ― ainda hoje tem influência no meu modo de encarar a vida: “Todos os dias, quando me levanto de manhã, digo a mim próprio que tenho duas opções para esse dia: deixar-me levar pelo mau humor ou, pelo contrário, esforçar-me por estar de bom humor. Como sou livre, escolho conscientemente a segunda opção”.

«Quando me acontece algo de mal durante o dia, digo a mim próprio que tenho duas opções: escolher o papel de vítima ou, pelo contrário, esforçar-me por aprender alguma coisa com aquilo que me aconteceu. Como sou livre, escolho conscientemente a segunda opção. Quando ouço alguém a queixar-se da vida, digo a mim próprio que tenho duas opções: associar-me às suas lamentações ou, pelo contrário, esforçar-me por ver o lado positivo de cada situação. Como sou livre, escolho conscientemente a segunda opção.

«Mas isso não é tão fácil assim ― respondi-lhe. “Também não é tão difícil como parece” ― foi a sua contestação imediata. E continuou: A vida é uma escolha constante. As atitudes que tomamos diante dela também o são. É uma decisão de cada um de nós escolher como viver a nossa vida. E também é uma decisão de cada um de nós escolher a atitude que vamos ter diante daquilo que nos acontece na nossa vida. Como somos livres, temos de escolher conscientemente a melhor opção».

É verdade que esta história é demasiadamente idílica. No entanto, é um relato que nos faz pensar em que a nossa vida é, de algum modo, uma escolha constante. Um cristão está chamado por Deus a irradiar um verdadeiro optimismo à sua volta. Um optimismo que procede da fé ― não de uma simples escolha livre da melhor opção.

Não façamos tragédias por tudo e por nada! A vida não é tão má como às vezes gostamos de a pintar! Se há coisas que não nos correm bem, também há outras que são maravilhosas e que nem nos damos conta disso. Ao olhar para o mundo que nos rodeia, não nos esqueçamos dessa bondade natural que possui por ter sido criado por Deus. Se a aceitarmos, desaparecerão muitos desânimos no nosso viver quotidiano, mesmo no meio das dificuldades. E as pessoas à nossa volta agradecer-nos-ão que lhes contagiemos essa alegria de viver.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A castidade

«Eu pensava que a continência dependia das minhas próprias forças, forças que em mim não conhecia. E era suficientemente louco para não saber [...] que ninguém pode ser continente, se Tu lho não concederes. E de certo Tu o terias concedido, se com gemido interior eu chamasse aos teus ouvidos e se com fé sólida lançasse em Ti o meu cuidado»

(Santo Agostinho - Confissões, 6, 11, 20) 

Requisito base…


Para fazermos um bom exame de consciência, devemos começar desde logo por Lhe pedir a sabedoria, humildade e honestidade, escaqueirando-Lhe completamente a porta do nosso coração e se, ainda assim, ela estiver a estorvar, arranquemo-la, certos que Ele já sabe tudo, mas necessita de ouvi-lo da nossa consciência, não para Sua satisfação, mas para nosso bem e verdadeiro arrependimento.

JPR

O Evangelho do dia 31 de março de 2017

Depois disto, andava Jesus pela Galileia; não queria andar pela Judeia, visto que os judeus O queriam matar. Estava próxima a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, e vós não Me credes. As obras que faço em nome de Meu Pai, essas dão testemunho de Mim; porém vós não credes, porque não sois das Minhas ovelhas. As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e Eu conheço-as, e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna; elas jamais hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai. Eu e o Pai somos um».

Jo 7, 1-2.10.25-30