Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

domingo, 2 de abril de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 32ª Reflexão

Aqueles homens queriam apedrejar aquela mulher adúltera!
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando faço julgamentos errados sobre ele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando o condeno pelas suas faltas ou fraquezas?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando ouço a má língua sobre ele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando falo mal dele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando tenho inveja dele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando me acho superior a ele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando sou incapaz de perdoar as suas ofensas?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando guardo rancor ou ressentimento dele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando o ofendo seja de que maneira for?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando o desprezo e finjo que o não vejo?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando não o ajudo na necessidade?
Olhas-me, Senhor, com olhar de compaixão, e dizes-me:
«Eu não te condeno. Agora vai e não voltes a pecar.»

Marinha Grande, 13 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

São Josemaría Escrivá nesta data em 1927

Tem 25 anos e está em Fombuena, pequena aldeia de Saragoça (Espanha) substituindo o pároco, quando escreve: “Sempre procurei cumprir a Vontade de Deus. Mandaram-me de um lado para o outro, como se manda um burro, puxando-o pela a arreata, e muitas vezes à pancada”.

Bom Domingo do Senhor!

Tenhamos também nós a doçura de coração do Senhor imitando-o, sempre que for o caso, chorando pelos que nos são caros como Ele fez pelo Seu amigo Lázaro (Jo 11, 1-45). As nossas lágrimas não serão de desespero ou revolta, mas de amor certos do Seu Reino.

Que o Senhor nos dê a Paz e a Vida Eterna!

«Eu sou a Ressurreição e a Vida»

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja 
Comentário do Evangelho concordante, 17, 7-10


Quando perguntou: «Onde o pusestes?», as lágrimas vieram aos olhos de Nosso Senhor. As suas lágrimas eram como a chuva, Lázaro como a semente e o sepulcro como a terra. Ele clamou com voz retumbante, a morte tremeu à sua voz, Lázaro germinou como a semente e, tendo saído, adorou o Senhor que o tinha ressuscitado.

Jesus […] devolveu a vida a Lázaro e morreu em seu lugar, pois quando o tirou do sepulcro e tomou lugar à sua mesa, foi Ele próprio amortalhado simbolicamente, com o óleo que Maria derramou sobre a sua cabeça (cf Mt 26,7). A força da morte, que tinha triunfado durante quatro dias, foi esmagada […] para que a morte soubesse que era fácil ao Senhor vencê-la ao terceiro dia […]; a sua promessa é verdadeira: Ele prometera ressuscitar pessoalmente ao terceiro dia (cf Mt 16,21) […]. O Senhor devolveu, portanto, a alegria a Maria e a Marta ao arrasar o inferno para mostrar que Ele próprio não seria retido pela morte para sempre. […] Agora, quando se disser que é impossível ressuscitar da morte ao terceiro dia, bastará que se olhe para aquele que ressuscitou ao quarto dia. […]

«Tirai a pedra». Então aquele que ressuscitou um morto e lhe deu a vida não poderia ter aberto o sepulcro e virado a pedra? Ele, que disse aos seus discípulos: «Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se» (Mt 17,20), não teria podido deslocar a pedra que fechava a entrada do sepulcro? Claro que Ele também poderia ter tirado a pedra com a sua palavra, Ele, cuja voz, quando suspenso da cruz, fendeu as pedras e os sepulcros (cf. Mt 27,51-52). Mas, como era amigo de Lázaro, disse: «Abri para que vos sintais atingidos pelo cheiro da podridão e desligai-o, vós que o haveis envolto no seu sudário, para que possais reconhecer aquele que amortalhastes.»