Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 42ª e última Reflexão

Chegam ao fim estes dias da Quaresma, mas não chega ao fim o caminho de conversão, o caminho de encontro contigo, Senhor, o caminho para melhor Te conhecer, para melhor Te amar, e em Ti, amar melhor os outros.

Lembras-te um dia, Senhor, em que eu Te dava graças por tanto caminho percorrido na viagem da minha vida em direcção a Ti, e Tu disseste ao meu coração, cheio de amor e humor: Caminho, viagem, meu Joaquim! Mas tu ainda nem começaste a fazer as malas!”

É verdade, Senhor, que o caminho, a viagem da vida conTigo, é sempre um recomeço, é sempre um chegar sem ainda lá estar, é sempre um amar que cada vez mais necessita de amor, porque Tu, Senhor, «renovas todas as coisas.»

Mas hoje quero dar-Te graças, porque em cada dia desta Quaresma, mesmo quando me parecia nada vir ao meu coração para reflectir, Tu no último momento, quando me sentava para escrever, colocavas a reflexão e as palavras no meu coração, na minha mente, nas minhas mãos.

Perdoa, Senhor, se não soube testemunhar tudo aquilo que me deste neste Caminho Quaresmal, mas Tu sabes, bem melhor do que eu, das minhas fraquezas, das minhas incapacidades de transmitir o tanto que em mim colocaste, que em mim colocas.

Prostro-me diante de Ti, e peço-Te humildemente que me guies ainda neste Tríduo Pascal, que há-de culminar na Páscoa da Ressurreição.

Que seja verdade na minha vida a oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração: “Ensina-me Mãe a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim.”

Marinha Grande, 23 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Audiência geral (resumo)

LocutorJesus trouxe ao mundo uma esperança nova, comportando-Se como a semente: fez-Se pequeno como um grão de trigo caído na terra, que se desintegra e morre para dar fruto. No ponto extremo do seu abaixamento, que é também o ponto mais alto do amor, germinou a esperança. E germinou precisamente pela força do amor, pois o amor, que é a vida de Deus, renovou tudo o que atingiu. Jesus transformou o nosso pecado em perdão, a nossa morte em ressurreição, o nosso medo em confiança. Assim, na cruz, nasceu e renasce sempre a nossa esperança. Quando escolhemos a esperança de Jesus, pouco a pouco descobrimos que a forma vitoriosa de viver é a da semente que morre. Não há outro caminho para vencer o mal e dar esperança ao mundo. É verdade que este amor passa pela cruz, pelo sacrifício, como sucedeu com Jesus. A cruz é passagem obrigatória, mas não é o destino: o destino é a glória, como nos mostra a Páscoa. Nestes dias da Semana Santa, deixemo-nos envolver pelo mistério de Jesus que, morrendo como o grão de trigo, nos dá vida. É Ele a semente da nossa esperança. Contemplemos Jesus crucificado, fonte de esperança. Pouco a pouco compreenderemos que esperar com Jesus é aprender a ver, já desde agora, a planta na semente, a Páscoa na cruz, a vida na morte. Far-nos-á bem parar diante do Crucificado, fixá-Lo e dizer-Lhe: «Convosco nada está perdido. Convosco sempre posso esperar. Vós sois a minha esperança».

Santo Padre:
Saluto di cuore tutti i pellegrini di lingua portoghese, in particolare i fedeli di Braga, i funzionari del Comune di Gondomar e i membri dell’«Università Seniore» di Lousada. Prendete come amica e modello di vita la Vergine Maria, che è rimasta presso la croce di Gesù, amando, anche Lei, fino alla fine. Chi ama passa dalla morte alla vita: è l’amore che fa la Pasqua. A voi tutti e ai vostri cari auguro una serena e santa Pasqua.

Locutor: De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular dos fiéis de Braga, os funcionários da Câmara Municipal de Gondomar e os membros da Universidade Sénior de Lousada. Tomai como amiga e modelo de vida a Virgem Maria, que permaneceu ao pé da cruz de Jesus, amando, também Ela, até ao fim. Quem ama passa da morte à vida: é o amor que faz a Páscoa. A todos vós e aos vossos entes queridos, desejo uma serena e santa Páscoa.

VIA SACRA

xiii estação

jesus é descido da cruz e entregue a sua mãe

Nós Vos adoramos e bendizemos oh Jesus!

Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.


O teu rosto é uma máscara de dor e compunção; o teu Filho, o teu Jesus, jaz nos teus braços, inerte, sujo, lívido... morto!

Tu sabes que Ele morreu porque quis, cumprindo os planos divinos de salvação da humanidade.

Uma espada te há-de trespassar a tua própria alma...[1]

Nunca imaginaras que fosse necessária toda a tragédia do julgamento, a flagelação, a coroa de espinhos, a caminhada incrível de sofrimento e dor.

As lágrimas escorrem da tua face adorada sobre o rosto lívido do Teu Filho morto e tu sabes que nada podes fazer, nada te compete fazer.

Foste incumbida da sublime missão de O trazer ao mundo, dando-lhe forma humana no teu seio, Carne da tua carne, Sangue do teu sangue.

Por isso, é também o teu sangue que empapa aquele monte Calvário.

Virgem das Dores, deixa-me partilhar a tua mágoa e chorar contigo a morte do nosso Jesus.

Tu sabes que Ele morreu por mim, para me salvar, deixa-me, portanto, ocupar o meu lugar de filho teu, em que, Ele, na Sua agonia, teve a magnanimidade de me tornar.

Mulher, eis aí o teu filho[2]

Sou eu, Senhora, um deles, dessa legião imensa de filhos teus, em que a bondade do Senhor nos converteu.

Deixa-me que contigo amortalhe o meu Jesus, lave as Suas feridas, componha os Seus cabelos e envolva o Seu Corpo no pano de linho mais puro.

O meu Senhor tem agora um ar mais digno, mais composto e, tu, minha Mãe, num último olhar, abre os teus braços e acolhe-me também no teu regaço.

PN, AVM, GLP.
Senhor: Tem piedade de nós




[1] Lc 2, 35
[2] Jo 19, 27

São Josemaría Escrivá nesta data em 1953

A fotografia foi tirada em Villa Tevere, sede central do Opus Dei em Roma, quando estava ainda em construção. Uns anos antes referindo-se às diligências que teriam de fazer para adquirir a Villa, escreve numa carta: “A casa? Não sei: a primeira dificuldade é que não temos dinheiro. Mas essa dificuldade não é importante, porque há vinte anos que andamos com ela às voltas. A dificuldade grande poderia ser a de não sabermos comover o Coração de Jesus com a nossa vida… normal, alegre e heróica… e vulgar”.

O Evangelho do dia 12 de abril de 2017

Então um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, e disse-lhes: «Que me quereis dar e eu vo-l'O entregarei?». Eles prometeram-lhe trinta moedas de prata. E desde então buscava oportunidade para O entregar. No primeiro dia dos ázimos, aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: «Onde queres que Te preparemos o que é necessário para comer a Páscoa?». Jesus disse-lhes: «Ide à cidade, a casa de um tal, e dizei-lhe: “O Mestre manda dizer: O Meu tempo está próximo, quero celebrar a Páscoa em tua casa com os Meus discípulos”». Os discípulos fizeram como Jesus tinha ordenado e prepararam a Páscoa. Ao entardecer, pôs-se Jesus à mesa com os doze. Enquanto comiam, disse-lhes: «Em verdade vos digo que um de vós Me há-de trair». Eles, muito tristes, cada um começou a dizer: «Porventura sou eu, Senhor?» Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse é que Me há-de trair. O Filho do Homem vai certamente, como está escrito d'Ele, mas ai daquele homem por quem será entregue o Filho do Homem! Melhor fora a tal homem não ter nascido». Judas, o traidor, tomou a palavra e disse: «Porventura, sou eu, Mestre?». Jesus respondeu-lhe: «Tu o disseste». 

Mt 26, 14-25