Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

quinta-feira, 18 de maio de 2017

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS

Senhor, porque é que de vez em quando me vem uma tristeza, um vazio, um sentir-me sem caminho, nem objectivo?

Porque, meu filho, ainda colocas a esperança da tua felicidade em muitas coisas do mundo, em muitas coisas materiais.

Mas, Senhor, é errado desejar que os trabalhos que faço, é errado desejar ter uma vida mais desafogada, ou seja, não ter preocupações materiais com o futuro?

Não, meu filho, não é errado! Errado é colocares nessas coisas a tua esperança de felicidade.

Porquê, Senhor, se Te amo e em Ti confio e espero.

Mas, meu filho, na pergunta e afirmação que fazes antes, de alguma forma negas essa confiança e essa esperança em mim, na minha vontade e poder para te dar a felicidade.

Explica-me, Senhor! Ensina o meu coração!

Repara, meu filho, que a felicidade quando é colocada nas coisas do mundo é sempre inalcançável, porque nunca te preenche tudo aquilo que consigas obter. Quererás sempre mais!
O amor, o meu amor, o amor com que te amo não tem dimensão, em tamanho, espaço ou tempo. É desde sempre e para sempre!
Se nele te deixas envolver totalmente, então toda a tua confiança, toda a tua esperança reside nesse meu amor, reside em Mim.
Alguma vez te faltei com algo que verdadeiramente necessitasses?
Em que momentos da tua vida encontraste mais felicidade, mas paz, mais certeza de sentido de vida? Junto a Mim e comigo, ou fora de Mim, no mundo?

Oh, Senhor, disso não tenho dúvidas! Foi junto a Ti e contigo!

Então, meu filho, vive o mundo e no mundo, em comunhão comigo, e então confiarás e esperarás em Mim, e os desaires, as provações, os obstáculos da vida, não só serão ultrapassados, mas serão caminho para cada vez mais Me amares, com o Meu amor amares os outros, e assim cada vez mais te sentires amado.

Obrigado, Senhor!
Realmente a felicidade, e a paz que Tu nos dás, não são como a felicidade e a paz que o mundo dá, mas sim a eternidade do amor.


Marinha Grande, 18 de Maio de 2017 

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1925

Termina o seu ministério na paróquia de Perdiguera, povoação perto de Saragoça. Anos mais tarde recordará: “Hospedei-me na casa de um camponês muito bom. Tinha um filho que todas as manhãs saía com as suas cabras, e eu tinha pena dele ao ver que passava lá todo o dia com o rebanho. Quis dar-lhe um pouco de catecismo para ele poder fazer a Primeira Comunhão. Um dia lembrei-me de lhe perguntar, para ver como é que ia assimilando as aulas: - Se fosses rico, muito rico, o que gostavas de fazer? – O que é ser rico? Perguntou-me. – Ser rico é ter muito dinheiro, ter um banco…- E… o que é um banco? Expliquei-lhe de um modo simples e continuei: - Ser rico é ter muitas quintas e, em lugar de cabras, umas vacas muito grandes. Depois, ir a reuniões, mudar de fato três vezes por dia… O que é que tu farias se fosses rico? Abriu muito os olhos e por fim disse: - Eu havia de comer cada prato de sopas de vinho!... Todas as ambições são apenas isso; nada vale a pena. É curioso, nunca me esqueci daquilo. Fiquei muito sério e pensei: Josemaría está a falar o Espírito Santo. Foi isto que fez a Sabedoria de Deus para me ensinar que tudo na terra era assim: muito pouca coisa”.

Maio mês de Maria - Ave Maria por Celine Dion

‘Caderno de encargos’ para se ser Sacerdote

S. João Maria Vianney
Padroeiro dos Sacerdotes
(não é o autor do texto)
"Um padre deve ser
 Ao mesmo tempo grande e pequeno,
 Nobre de espírito, como de sangue real,
 Simples e natural, como de estirpe  camponesa,
 Um herói na conquista de si próprio,
 Um homem que se bateu com Deus,
 Uma fonte de santificação,
 Um pecador perdoado por Deus,
 O mestre dos seus desejos,
 Um servidor para os tímidos e os fracos,
 Que não se rebaixa diante dos poderosos
 Mas se curva diante dos pobres,
 Discípulo do seu Senhor,
 Chefe do seu rebanho,
 Um mendigo de mãos largamente abertas,
 Um portador de inumeráveis dons,
 Um homem no campo de batalha,
 Uma mãe para reconfortar os doentes,
 Com a sabedoria da idade
 E a confiança de uma criança,
 Voltado para o Alto,
 Os pés sobre a terra,
 Feito para a alegria,
 Conhecendo o sofrimento,
 Longe de toda a inveja,
 Clarividente,
 Falando com franqueza,
 Um amigo da paz,
 Um inimigo da preguiça,
 Sempre constante...
 Tão diferente de mim!"

De um manuscrito medieval encontrado em Salzburgo

N. Spe Deus: título da responsabilidade do blogue. Muito obrigado!

A regra de ouro

O Sermão da Montanha não corresponde necessariamente às ideias tradicionais. Opõe-se até às nossas definições de sorte, grandeza, poder, êxito ou justiça.

E, no seu final, oferece aos ouvintes um resumo, quase que uma lei das leis, a "regra de ouro" da vida. Diz assim: "Portanto, tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; porque esta é a Lei e os Profetas".

A regra de ouro já existia antes de Cristo, embora formulada de maneira negativa: "Não faças a ninguém o que não queres que te façam". Jesus supera-a com uma formulação positiva que, como é lógico, é muito mais exigente.

Na minha opinião, o que assombra pela sua grandiosidade é que se deixam de lado as comparações - quem fez o quê, quando, como, a quem -; que a pessoa já não se perde em distinções, mas compreende a missão essencial que lhe foi confiada: abrir bem os olhos, abrir o coração e encontrar as possibilidades criativas do bem. Já não se trata de  perguntar o que é que eu quero, mas de transpor para os outros o meu querer. E esta entrega autêntica, com toda a sua fantasia criativa, com todas as possibilidades que abre diante de nós, está recolhida numa regra muito prática, para que não fique reduzida a um sonho idealista qualquer.

(Cardeal Joseph Ratzinger em entrevista a Jaime Antúnez Aldunate)

O Evangelho do dia 18 de maio de 2017

Como o Pai Me amou, assim Eu vos amei. Permanecei no Meu amor. Se observardes os Meus preceitos, permanecereis no Meu amor, como Eu observei os preceitos de Meu Pai e permaneço no Seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a Minha alegria esteja em vós e para que a vossa alegria seja completa.

Jo 15, 9-11