N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 25 de junho de 2017

A messe é grande e poucos os operários

A messe é grande e poucos os operários. – "Rogate ergo!". – Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie operários para o seu campo. A oração é o meio mais eficaz do proselitismo. (Caminho, 800)

Ainda ressoa no mundo aquele clamor divino: "Vim trazer fogo à Terra, e que quero senão que se ateie?". – E bem vês: quase tudo está apagado...

Não te animas a propagar o incêndio? (Caminho, 801)

Querias atrair ao teu apostolado aquele homem sábio, aquele poderoso, e aquele cheio de prudência e virtudes.

Pede por eles, oferece sacrifícios e prepara-os com o teu exemplo e com a tua palavra. – Não: vêm? – Não percas a paz; é que não são precisos.

Julgas que não havia contemporâneos de Pedro sábios e poderosos, e prudentes, e virtuosos, fora do apostolado dos primeiros doze? (Caminho, 802)

Corta o coração aquele clamor – sempre actual! – do Filho de Deus, que se lamenta porque a messe é grande e os operários são poucos.

- Esse grito saiu da boca de Cristo, para que também tu o ouvisses: como lhe respondeste até agora? Rezas, pelo menos diariamente, por essa intenção? (Forja, 906)

Para seguir o Senhor, é preciso dar-se de uma vez, sem reservas e com fortaleza: queimar as naves com decisão, para que não haja possibilidades de retroceder. (Forja, 907)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1944

Ordenação dos três primeiros sacerdotes do Opus Dei: Álvaro del Portillo, José Luis Músquiz e José María Hernández de Garnica. Neste dia comenta com os seus filhos: “Irão perguntar: o que dizia o Padre no dia da ordenação dos três primeiros? E hão-de responder-lhes: disse-nos: sede homens de oração; homens de oração e homens de oração”.

Bom Domingo do Senhor!

O Senhor na Sua infinita bondade comprometeu-se em interceder junto do Pai por todos os que O pregaram e defenderam conforme nos narra o Evangelho de hoje (Mt 10, 26-33), tão pouco que nos pede para tanto que nos oferece.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor fonte permanente de inspiração.

A COMUNHÃO

Acercas-te da mesa da comunhão.
Dentro de ti algo te vai conduzindo no entendimento do acto que vais praticar.

Vais comungar o Corpo e o Sangue do Senhor!

Vais receber como alimento divino o próprio Deus que assim a ti se entrega!

Dentro de ti, mais na tua mente do que no teu coração, as palavras repetem-se deixando-te incomodado, quase a ponto de desistir: eu não sou digno, eu não sou digno, eu não sou digno!

Claro que não és digno. Ninguém o é!
Mas não és tu, nem ninguém como tu, pecador, que te pode conferir a dignidade de O receber, mas apenas e tão só o próprio Senhor Jesus Cristo.

Não foi Ele mesmo que afirmou:

Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.» Jo 6, 53-58

Então é Ele mesmo que te confere a dignidade para O poderes receber, e seria um grande pecado duvidares dessa dignidade que Ele te confere, por amor, só por amor.

Continuas a tua caminhada em direcção à comunhão.

Quase não consegues acreditar! Vais receber o próprio Deus como alimento divino!
É Ele, Jesus Cristo, real e verdadeiramente que ali está à tua espera, dando-se tão inteiramente, que se faz alimento para ti.

Parece que o mundo para à tua volta!

Abriu-se o Céu e o Pão Vivo desce para ti e para todos!

Abres desmedidamente os teus olhos e queres ver na hóstia consagrada o próprio Jesus Cristo.

Mas não consegues, pois os olhos teimam em apenas te dar a imagem de uma hóstia redonda e branca.
Ouves a voz que dentro de ti te aconselha: não queiras ver com os olhos do mundo, Aquele que só os olhos da fé te podem mostrar.

Fechas os olhos e deixas-te conduzir!

O Espírito Santo toma-te nos seus braços, abre o teu coração e o teu entendimento, e de dentro de ti vem finalmente a Verdade, numa exclamação silenciosa do teu coração: meu Senhor e meu Deus!
A tua cara descomprime-se, e nela desponta um sorriso, tão cheio de paz e amor, que lhe poderíamos chamar, o sorriso do Senhor!

Ainda não comungaste e já te sentes comunhão!

Porque te parece que os outros a teu lado te acompanham na comunhão e também tu os acompanhas, todos e cada um deles, irmanados no mesmo viver, no mesmo comungar.

Abres a boca ou estendes a mão, tanto faz, a dignidade do acto está no teu coração e na consciência com que vives o incrível momento.

Recebes o Senhor e dentro de ti um sabor indizível de amor e paz toma conta de ti.

És feliz, porque acreditaste!

Queres pedir tanta coisa ao teu Senhor, mas só te saem palavras de louvor!

Um agradecimento profundo, que te leva a dizer sem cessar: obrigado, Senhor! obrigado, Senhor! obrigado, Senhor!

Olhas em teu redor, para tentares ver se os outros percebem o que tu estás a viver!

Mas não, nada nas suas caras espelha qualquer espanto por aquilo que estás a sentir, por aquilo que estás a experimentar.
A ti é que te espanta, pois quando olhas para cada um, para cada uma, não vês homens nem mulheres, vês apenas e tão só filhos de Deus e sentes-te assim descansado, acolhido, amado, nessa família interminável, que é a família de Deus.

O Jesus já está escondido, como dizia o Francisco de Fátima.

Deixas-te cair de joelhos, não porque te “pese” o Senhor, mas antes pelo contrário, pois a leveza que sentes é tão grande que precisas de te ancorar na oração.

Querias poder gritar: sou feliz, sou feliz!

Mas na paz imensa que te envolve, começas a descer do Tabor.
É tempo de voltar ao mundo, de onde afinal não chegaste a sair.

O Espírito Santo vem e segreda-te ao ouvido:

Esse Jesus que recebeste deves amá-Lo, deves vivê-Lo, deves testemunhá-Lo, deves partilhá-Lo, deves dá-Lo a conhecer aos outros, porque só assim Ele se torna vida em ti, porque só assim Ele faz morada em ti, porque só assim a comunhão é verdadeiramente comunhão!

Monte Real, 30 de Abril de 2013


Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2013/05/a-comunhao.html

Fé e outras religiões

A fé não pode sintonizar com filosofias que excluam a questão da verdade, mas sintoniza, sim, com movimentos que se esforçam por sair do cárcere do relativismo. Da mesma forma, não pode integrar directamente as antigas religiões. No entanto, as religiões podem proporcionar-lhe formas e imagens de diverso tipo, mas sobretudo atitudes, como o respeito, a humildade, a abnegação, a bondade, o amor ao próximo, a esperança na vida eterna. Isto parece-me - seja dito entre parêntesis - ser importante também para a questão do significado salvífico das religiões. Não salvam, por assim dizer, na medida em que são sistemas fechados e pela fidelidade a esses sistemas, mas colaboram com a salvação na medida em que levam os homens a "perguntar-se por Deus" (como diz o Antigo Testamento), a "buscar o seu rosto", a "buscar o Reino de Deus e a sua justiça".

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Fe, verdad y cultura’)

São Máximo, bispo de Turim, †séc. V

São Máximo, bispo de Turim, que nasceu mais ou menos nos meados do século IV no Piemonte e morreu entre 408 e 423, é considerado o fundador da diocese de Turim, erigida pela iniciativa de santo Ambrósio e de santo Eusébio de Vercelli, de quem o próprio São Máximo se declarava discípulo. Do seu grande empenho apostólico dão testemunho os numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo, nos quais se percebe um caráter manso e benévolo, que sabe todavia reprovar e advertir com firmeza e às vezes com sutil ironia. Ele exorta seus fiéis, amedrontados pela aproximação do exército dos bárbaros a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia” e aos medrosos que se apressavam a fugir da cidade diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.” Quando tratava dos temas de catequese dogmática, a sua palavra iluminadora hauria plenamente das páginas da Sagrada Escrituras, que interpretava com perfeita ortodoxia.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Não temais [...] Não tenhais medo» (Mt 10, 28.31)

Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II) 
Nº 5

Dou-Te graças, Senhor, 
Porque Te amo. 
Não me abandones, Altíssimo, 
Porque em Ti espero. 
De graça recebi a Tua Graça 
E é ela que me dá vida. 
Quando os meus perseguidores chegarem, 
Nem sequer poderão descortinar-me, 
Porque uma nuvem de obscuridade descerá ante os seus olhos 
E embaçá-los-á um ar de trevas. 
Não poderão distinguir-me sem luz, 
Nem de me agarrar serão capazes. [...]

Os planos que eles engendraram 
Ficarão reduzidos a nada. 
Conceberam projectos maldosos, 
Mas é só vê-los defraudados. 

No Senhor coloco a minha esperança 
E não temo nem por um segundo. 
No Senhor está a minha salvação, 
Não temo nem um bocadinho. 
Ele é uma coroa na minha cabeça, 
Com Ele não vacilarei.

Mesmo que o Universo inteiro vacilasse 
Manter-me-ia de pé. 
Se morrer tudo o que a vista alcança, 
Sei que não hei-de morrer, 
Porque o Senhor está comigo 
E eu com Ele. 
Aleluia!