N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 27 de junho de 2017

Amar os nossos inimigos

Não somos bons irmãos dos homens nossos irmãos, se não estivermos dispostos a manter uma conduta recta, ainda que os que nos rodeiam interpretem mal a nossa atuação e reajam de uma maneira desagradável. (Forja, 460)

Nós, os filhos de Deus, forjamo-nos na prática desse mandamento novo, aprendemos na Igreja a servir e a não ser servidos e encontramo-nos com forças para amar a humanidade de um modo novo, que todos reconhecerão como fruto da graça de Cristo. O nosso amor não se confunde com uma atitude sentimental, nem com a simples camaradagem, nem com o afã pouco claro de ajudar os outros para demonstrarmos a nós mesmos que somos superiores. O nosso amor exprime-se em conviver com o próximo, em venerar – insisto – a imagem de Deus que há em cada homem, procurando que também ele a contemple, para que saiba dirigir-se a Cristo.

A universalidade da caridade significa, por isso, universalidade do apostolado: tradução pela nossa parte, em obras e em verdade, do grande empenho de Deus, que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

Se temos de amar também os inimigos – refiro-me aos que nos colocam entre os seus inimigos; eu não me sinto inimigo de ninguém nem de nada – com maior razão teremos de amar os que apenas estão afastados, os que nos são menos simpáticos, os que pela sua língua, pela sua cultura ou pela sua educação parecem o oposto de ti ou de mim. (Amigos de Deus, 230)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

Escreve durante um retiro espiritual: “Jesus… calado. - Jesus autem tacebat. – Porque falo eu, para contar as minhas penas? Calo-me. – Procurarei a alegria nos desprezos; sempre serão menos daqueles que mereço. Porventura posso perguntar: Quid enim mali feci? - que mal fiz eu?” 

Oração, meditação, retiro...

Temos necessidade de um espaço sem o bombardeamento permanente das imagens, de criar espaços de silêncio, também sem imagens, para abrir novamente o nosso coração à imagem verdadeira e à Palavra verdadeira.

(Bento XVI - Encontro com o clero de Roma em Fevereiro de 2008)

Relativismo

O relativismo converteu-se no problema central da fé na hora atual.

Sem dúvida, já não se apresenta apenas com a sua veste de renúncia resignada ante a imensidão da verdade, mas também como uma posição definida positivamente pelos conceitos de tolerância, conhecimento dialógico e liberdade, conceitos que ficariam limitados se se afirmasse a existência de uma verdade válida para todos.

Por sua vez, apresenta-se como fundamento filosófico da democracia. Esta se edificaria sobre a base de que ninguém pode ter a pretensão de conhecer a verdadeira via, e se alimentaria do facto de que todos os caminhos se reconhecem mutuamente como fragmentos do esforço por atingir o que é melhor. Por isso, esses caminhos teriam de buscar no diálogo algum elemento comum e competir entre si quanto às afirmações que não podem integrar-se numa crença comum a todos. Um sistema de liberdades – dizem-nos - deveria, em essência, ser um sistema de posições que se relacionassem entre si como relativas, e além disso dependentes de situações históricas abertas a novos desenvolvimentos. Uma sociedade liberal seria, assim, uma sociedade relativista; só com essa condição poderia permanecer livre e aberta ao futuro.

(Cardeal Joseph Ratzinger in Conferência durante o encontro de presidentes de comissões episcopais da América Latina para a doutrina da fé, Guadalajara (México), nov. 1996)

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma. Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram à Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano. Algum tempo depois, o ladrão faleceu e a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem de Santa Maria do Perpétuo Socorro deveria ser colocada numa igreja. O milagroso quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos, até que o templo foi criminosamente destruído. Os religiosos dispersaram-se e a imagem caiu no esquecimento. Finalmente em 1866 a milagrosa efígie foi conduzida triunfalmente ao seu actual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos filhos de Santo Afonso de Ligório: - "Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro".

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 27 de junho de 2017

«Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para que não suceda que eles as calquem com os seus pés, e que, voltando-se contra vós, vos despedacem. «Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; esta é a Lei e os Profetas. «Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva à Vida, e quão poucos são os que dão com ele! 

Mt 7, 6.12-14