N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Amar a Cristo...

Senhor, Tu que tudo sabes, sabes que não somos melhores que Dídimo, mas permite-nos, que Te façamos um ato de entrega total, dizendo-Te que tudo faremos, com a Tua ajuda, para jamais voltarmos a ser incrédulos e a abandonarmo-nos totalmente em Ti.

Não que Te tenhamos visto sobre forma humana, mas muito mais do que isso, porque Te sabemos sempre junto e dentro de nós, que Te podemos visitar no Sacrário e receber-Te na Sagrada Eucaristia.

Louvor e glória a Vós Jesus Cristo Rei do Universo!

JPR

Acompanhar, Discernir e Integrar


Hás-de ir procurar as almas

Cristo espera muito da tua actividade. Mas hás-de ir procurar as almas, como o Bom Pastor saiu à procura da centésima ovelha: sem esperar que te chamem. Depois, serve-te dos teus amigos para fazer bem aos outros. Ninguém pode sentir-se tranquilo (di-lo a cada um) com uma vida espiritual que, depois de o encher, não transborde para os outros com zelo apostólico. (Sulco, 223)

Convence-te: precisas de te formares bem, em vista dessa avalanche de gente que nos cairá em cima, com a pergunta precisa e exigente: – "Ora bem, que é preciso fazer?". (Sulco, 221)

Jesus está junto do lago de Genesaré e as pessoas comprimem-se à sua volta, ansiosas por ouvirem a palavra de Deus. Tal como hoje! Não estais a ver? Estão desejando ouvir a mensagem de Deus, embora o dissimulem exteriormente. Talvez alguns se tenham esquecido da doutrina de Cristo; talvez outros, sem culpa sua, nunca a tenham aprendido e olhem para a religião como coisa estranha... Mas convencei-vos de uma realidade sempre actual: chega sempre um momento em que a alma não pode mais; em que não lhe bastam as explicações vulgares; em que não a satisfazem as mentiras dos falsos profetas. E, mesmo que nem então o admitam, essas pessoas sentem fome, desejam saciar a sua inquietação com os ensinamentos do Senhor. (Amigos de Deus, 260)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá sobre o Apóstolo S. Tomé

Festa de São Tomé Apóstolo. Referindo-se a ele, São Josemaria diz numa homilia: “Fixemos de novo o nosso olhar no Mestre. Talvez também escutes neste momento a censura dirigida a Tomé: Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado, e não sejas incrédulo, mas fiel” (Jo 20, 27); e como ao Apóstolo, sairá da tua alma, com sincera contrição, aquele grito: Meu Senhor e meu Deus (Jo 20, 28), reconheço-Te definitivamente como Mestre e, com o teu auxílio, vou guardar para sempre os teus ensinamentos e esforçar-me por segui-los com lealdade”.

Consolar os cristãos nas suas mágoas

Ao longo destes meses, estamos a esforçar-nos por dar maior relevo à prática das obras de misericórdia. Consideremos agora uma a que Jesus Cristo se refere expressamente, ao traçar o programa do caminho cristão: as bem-aventuranças.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados [1].
Trata-se de uma obra de misericórdia que, tal como o perdão das ofensas, nos permite parecer-nos mais com Deus, imitá-Lo. Já no Antigo Testamento, o Senhor tinha dito: como alguém a quem a sua mãe consola, assim Eu vos consolarei [2]. E Jesus, na Última Ceia, manifesta esse consolo da forma mais perfeita possível, pois promete enviar o Espírito Santo, a Pessoa divina a Quem se atribui – por ser o Amor subsistente – a missão de consolar os cristãos nas suas mágoas e, em geral, de fortalecer os aflitos para superarem toda a espécie de males.
Meus filhos, observando a situação do mundo, percebemos que muitas pessoas choram, sofrem. Os dramas provocados pelas guerras causam grandes tragédias, que não nos podem deixar indiferentes: a emergência dos imigrantes ou as situações de injustiça que bradam aos céus causam muitas lágrimas. Penso, em particular, nos que estão a sofrer por defenderem a sua fé, arriscando mesmo as suas vidas.
[1]. Mt 5, 4.
[2]. Is 66, 13.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de julho de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

'Eucharistomen', a palavrinha grega

Na terça-feira passada (2016), Bento XVI celebrou 65 anos de ordenação sacerdotal, festejada no Vaticano com uma comemoração solene, apesar de o Papa emérito ter pedido tudo muito simples. Muito simples não podia ser, porque todos os Cardeais e funcionários do Vaticano queriam participar e, sobretudo, porque o Papa Francisco se empenhou em assinalar o aniversário. Além disso, a data coincidiu com o lançamento de um novo livro de Bento XVI – o terceiro documento escrito que ele publica este ano –, apresentado pelo Cardeal Müller, com prefácio do próprio Papa Francisco.

Na enorme Sala Clementina, onde, desde há muitos séculos, decorrem as recepções mais imponentes, o escrutínio para entrar foi terrível. Só mesmo Cardeais e as poucas centenas de pessoas que receberam a cobiçada credencial. Felizmente, a Televisão Vaticana transmitiu a cerimónia para todo o mundo.

O que mais chamou a atenção da imprensa internacional foi a imagem de Francisco e Bento XVI a cumprimentarem-se. A alegria, espelhada nos rostos e nas mãos, valia por todos os discursos. As vozes do coro da Capela Sistina, «in insigni die solemnitatis vestræ…», ecoavam pela imensidão da sala.

Primeiro, interveio o Papa Francisco. Efusivo, com aquele seu estilo directo e claro. Já há vários dias se tinha referido a esta sessão e conhecia-se o prefácio que tinha escrito para o livro. Nesse prefácio, refere que o seu predecessor faz «teologia de joelhos», expressão com que Urs von Balthasar designava a teologia ungida de oração, aquela que fala realmente de Deus. O discurso de Francisco situou-se nesta linha, glosando a pergunta de Jesus a Pedro: «Tu amas-Me?». Francisco falou sobre a vocação e a resposta ao amor como a perspectiva que domina a vida inteira de Bento XVI. Foi ele quem definiu a teologia como a «busca do amado» e Francisco comenta que essa definição se aplica directamente ao trabalho e ao testemunho da vida do seu autor. No seu empenho actual de oração e estudo, «justamente, vivendo e testemunhando hoje de uma forma tão intensa e luminosa que a única coisa verdadeiramente decisiva é ter o olhar e o coração em Deus, sua Santidade continua a servir a Igreja, não pára de contribuir com vigor e sabedoria para o seu crescimento». O pequenino convento “Mater Ecclesiæ”, onde Bento XVI vive actualmente no Vaticano, é comparável «ao coração vibrante (…) da Ordem de S. Francisco, àquele recanto onde ele a fundou e entregou a vida a Deus, junto da Mãe da Igreja». O Papa colocou-se num registo pessoal: «dali nasce uma tranquilidade, uma paz, uma força, uma confiança, uma maturidade, uma fé, uma dedicação e uma fidelidade que me fazem tanto bem e dão tanta força, a mim e a toda a Igreja». E, ainda, sem ler: «E daí vem também, permito-me acrescentar, um saudável e feliz sentido do humor».

O Cardeal Müller apresentou o novo livro de Bento XVI, dirigido aos padres («Ensinar e Aprender o Amor de Deus; no original alemão, «Die Liebe Gottes Lehren und Lernen»), e o Decano dos Cardeais saudou Bento XVI em nome de todos.

No final, o Papa emérito falou, com a voz fraca mas uma articulação nítida. Sem papel, lembrou-se da palavrinha grega que um seu colega de ordenação escolheu, há 65 anos, para o santinho daquele dia. Uma só palavrinha, «eucharistomen», que significa agradecimento. «Agradecimento sobretudo a si, Santo Padre! (…) A sua bondade, em cada momento da minha vida aqui, toca-me profundamente, sustenta-me interiormente. Mais do que nos jardins belíssimos do Vaticano, eu vivo na sua bondade: sinto-me protegido. Obrigado pelas suas palavras e por tudo. Fazemos votos de que continue a caminhar com todos nós por este caminho da Misericórdia Divina, mostrando a estrada de Jesus, em direcção a Jesus, em direcção a Deus».

Bento XVI referiu-se também ao contexto profundo do agradecimento cristão, da “eucharistomen” que é Eucaristia: «A palavra “eucharistomen” remete para aquele agradecimento, aquela nova dimensão que Cristo lhe deu. Ele transformou em agradecimento, e portanto em bênção, a cruz, o sofrimento, todo o mal do mundo. Deste modo, Ele “transubstanciou” a vida e o mundo e nos deu cada dia o Pão da verdadeira vida, que ultrapassa o mundo graças à força do seu amor».

A meditação do Papa emérito foi uma espécie de oração em voz alta, vibrante de amor pela Igreja e pelo Papa. No final, um terceiro abraço imenso entre Francisco e Bento, enquanto o coro enchia a sala com a antífona de um salmo. A seguir, os Cardeais cumprimentaram os dois – primeiro Francisco, depois Bento.

Foi uma festa, tão simples quanto possível, nalguns momentos comovente.

José Maria C.S. André
Spe Deus
03-VII-2016

S. Tomé - Apóstolo - Catequese de Bento XVI

Via Lucis - Santuário de Fátima
Queridos irmãos e irmãs!

Prosseguindo os nossos encontros com os doze Apóstolos escolhidos diretamente por Jesus, hoje dedicamos a nossa atenção a Tomé. Sempre presente nas quatro listas contempladas pelo Novo Testamento, ele, nos primeiros três Evangelhos, é colocado ao lado de Mateus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 15), enquanto nos Actos está próximo de Filipe (cf. Act 1, 13). O seu nome deriva de uma raiz hebraica, ta'am, que significa "junto", "gémeo". De facto, o Evangelho chama-o várias vezes com o sobrenome de "Dídimo" (cf. Jo 11, 16; 20, 24; 21, 2), que em grego significa precisamente "gémeo". Não é claro o porquê deste apelativo.

Sobretudo o Quarto Evangelho oferece-nos informações que reproduzem alguns traços significativos da sua personalidade. O primeiro refere-se à exortação, que ele fez aos outros Apóstolos, quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-se assim perigosamente de Jerusalém (cf. Mc 10, 32). Naquela ocasião Tomé disse aos seus condiscípulos: "Vamos nós também, para morrermos com Ele" (Jo 11, 16).

Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total a aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d'Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto, o mais importante é nunca separar-se de Jesus. Por outro lado, quando os Evangelhos usam o verbo "seguir" é para significar que para onde Ele se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo, uma vida a ser transcorrida juntamente com Ele. São Paulo escreve algo semelhante, quando tranquiliza os cristãos de Corinto com estas palavras: "estais no nosso coração para a vida e para a morte" (2 Cor 7, 3). O que se verifica entre o Apóstolo e os seus cristãos deve, obviamente, valer antes de tudo para a relação entre os cristãos e o próprio Jesus: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso.

Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: "E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho" (Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: "Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?" (Jo 14, 5). Na realidade, com esta expressão ele coloca-se a um nível de compreensão bastante baixo; mas estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também connosco como falou com ele.

Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.

Depois, muito conhecida e até proverbial é a cena de Tomé incrédulo, que aconteceu oito dias depois da Páscoa. Num primeiro momento, ele não tinha acreditado em Jesus que apareceu na sua ausência, e dissera: "Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito" (Jo 20, 25). No fundo, destas palavras sobressai a convicção de que Jesus já é reconhecível não tanto pelo rosto quanto pelas chagas. Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. Nisto o Apóstolo não se engana. Como sabemos, oito dias depois Jesus aparece no meio dos seus discípulos, e desta vez Tomé está presente. E Jesus interpela-o: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" (Jo 20, 27). Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado" (In Iohann. 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: "Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão" (cf. Jo 20, 29). Esta frase também se pode conjugar no presente; "Bem-aventurados os que crêem sem terem visto".

Contudo, aqui Jesus enuncia um princípio fundamental para os cristãos que virão depois de Tomé, portanto para todos nós. É interessante observar como o grande teólogo medieval Tomás de Aquino, compara com esta fórmula de bem-aventurança aquela aparentemente oposta citada por Lucas: "Felizes os olhos que vêem o que estais a ver" (Lc 10, 23). Mas o Aquinate comenta: "Merece muito mais quem crê sem ver do que quem crê porque vê" (In Johann. XX lectio VI 2566). De facto, a Carta aos Hebreus, recordando toda a série dos antigos Patriarcas bíblicos, que acreditaram em Deus sem ver o cumprimento das suas promessas, define a fé como "fundamento das coisas que se esperam e comprovação das que não se vêem" (11, 1). O caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.

Uma última anotação sobre Tomé é-nos conservada no Quarto Evangelho, que o apresenta como testemunha do Ressuscitado no momento seguinte à pesca milagrosa no Lago de Tiberíades (cf. Jo 21, 2). Naquela ocasião ele é mencionado inclusivamente logo depois de Simão Pedro: sinal evidente da grande importância de que gozava no âmbito das primeiras comunidades cristãs. Com efeito, em seu nome foram escritos depois os Actos e o Evangelho de Tomé, ambos apócrifos mas contudo importantes para o estudo das origens cristãs. Por fim recordamos que segundo uma antiga tradição, Tomé evangelizou primeiro a Síria e a Pérsia (assim refere já Orígenes, citado por Eusébio de Cesareia, Hist. eccl. 3, 1) depois foi até à Índia ocidental (cf. Actos de Tomé 1-2 e 17ss.), de onde enfim alcançou também a Índia meridional. Nesta perspectiva missionária terminamos a nossa reflexão, expressando votos de que o exemplo de Tomé corrobore cada vez mais a nossa fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Deus.

Bento XVI – Audiência Geral de 27 de Setembro de 2006

São Tomé, apóstolo, mártir

São Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Era israelita. O seu nome consta na lista dos quatro evangelistas.

O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: "Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: 'Vamos também nós, para morrermos com ele!'"

É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: 'Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?' Diz-lhe Jesus: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'" (João 14,5-6).

Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!". Disse depois a Tomé: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" (João 20,26-28).

Com este acto de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: "Mais nos serviu para a nossa fé, diz S. Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis".

Felizes os que acreditamos sem ter visto, só em virtude da palavra dos que viram!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 3 de julho de 2017

Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: «Vimos o Senhor!». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas Suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no Seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!». Respondeu-Lhe Tomé: «Meu Senhor e Meu Deus!». Jesus disse-lhe: «Tu acreditaste, Tomé, porque Me viste; bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto».

Jo 20, 24-29