N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A oração: "conversa amorosa com Jesus”

Sempre entendi a oração do cristão como uma conversa amorosa com Jesus, que não se deve interromper nem sequer nos momentos em que fisicamente estamos longe do Sacrário, porque toda a nossa vida está feita de coplas de amor humano divinizado..., e podemos amar sempre. (Forja, 435)

Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a travar intimidade com Deus, elevando até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de vir aos lábios, porque cantam no coração. Dediquemos a esta norma de piedade um tempo suficiente, a hora fixa, se possível. Ao lado do Sacrário, acompanhando Aquele que ali ficou por Amor. Se não houver outro remédio, em qualquer lugar, porque o nosso Deus está de modo inefável na nossa alma em graça. Aconselho-te, contudo, a que vás ao oratório sempre que possas. (...)

Cada um de vós, se quiser, pode encontrar o caminho que lhe for mais propício para este colóquio com Deus. Não me agrada falar de métodos nem de fórmulas, porque nunca fui amigo de espartilhar ninguém; tenho procurado animar todas as pessoas a aproximarem-se do Senhor, respeitando cada alma tal como ela é, com as suas próprias características. Pedi-lhe vós que meta os seus desígnios na nossa vida: e não apenas na nossa cabeça, mas no íntimo do nosso coração e em toda a nossa actividade externa. Garanto-vos que deste modo evitareis grande parte dos desgostos e das penas do egoísmo e sentir-vos-eis com força para propagar o bem à vossa volta. Quantas contrariedades desaparecem, quando interiormente nos colocamos muito próximos deste nosso Deus, que nunca nos abandona! Renova-se com diversos matizes esse amor de Jesus pelos seus, pelos doentes, pelos entrevados, quando pergunta: que se passa contigo? Comigo... E, logo a seguir, luz ou, pelo menos, aceitação e paz.

Ao convidar-te para fazeres essas confidências com o Mestre, refiro-me especialmente às tuas dificuldades pessoais, porque a maioria dos obstáculos para a nossa felicidade nascem de uma soberba mais ou menos oculta. Pensamos que temos um valor excepcional, qualidades extraordinárias. Mas, quando os outros não são da mesma opinião, sentimo-nos humilhados. É uma boa ocasião para recorrer à oração e para rectificar, com a certeza de que nunca é tarde para mudar a rota. Mas é muito conveniente iniciar essa mudança de rumo quanto antes. (Amigos de Deus, 249)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1932

Não julgueis sem joeirar
o vosso juízo na oração
Escreve: “Não queiramos julgar. – Cada qual vê as coisas do seu ponto de vista… e com o seu entendimento, bem limitado quase sempre, e com os olhos obscuros ou enevoados, com trevas de exaltação muitas vezes. Além disso, tal como a desses pintores modernistas, a visão de certas pessoas é tão subjectiva e enfermiça, que desenham umas linhas arbitrárias, assegurando-nos que são o nosso retrato, a nossa conduta…Como valem pouco os juízos dos homens! – Não julgueis sem joeirar o vosso juízo na oração”.

O Sacramento da Penitência

Infelizmente, é aparentemente, já que não possuo qualquer análise objectiva que o confirme, crescente o número de fiéis que recebem a Eucaristia sem recorrer ao Sacramento da Penitência ao menos uma vez por ano.

Esta constatação não deriva dos locais de culto que frequento, que graças a Deus têm sempre um elevado número de pessoas a confessarem-se, mas do contacto fora desses meios.

Na minha ignorância, e não se trata de falsa humildade, creio haver um fortíssimo deficit de informação e pedagogia sobre o pecado, as pessoas não sabem porque nunca lhes explicaram ou não quiseram ouvir, que a soberba, a vaidade, o capricho, a ganância, a inveja, o egoísmo e o não ajudar o próximo material e espiritualmente, são dos pecados mais frequentes e eu diria mesmo dos mais graves. Deles têm origem todos os outros, e embora praticando-os, aqui falo na qualidade de pecador, acham que não têm que recorrer à Confissão, é estranho mas é a realidade, da qual não estão isentos alguns sacerdotes que chegam a fomentar tais atitudes.

Com dizia o Papa Emérito dirigindo-se a sacerdotes “não se resignem jamais a ver os confessionários vazios”, eu permitia-me sugerir-lhes que façam prédicas bem estruturadas cheias de amor pelo próximo, explicando a pouco e pouco a importância do Sacramento, e que não tenham receio de explicar que no ato da Confissão não é o Padre A ou B que está no Confessionário, é alguém investido do Sacramento da Ordem que age em nome de Jesus Cristo Nosso Senhor.

Confessarmo-nos é um ato de amor de humildade perante o Senhor, e é disso que se trata, da nossa relação com Ele e de tudo Lhe oferecermos, independentemente de quem for o Sacerdote que O representa, ou mesmo, como me sucedeu recentemente, que este falasse tão baixo que eu dificilmente o ouvia, mas ter recebido a Absolvição constituiu um momento de grande alegria.

Tenhamos pois a humildade de não nos acharmos auto-suficientes adoptando para tudo na vida o lema “yes, we can”, não, em tudo na vida necessitamos e dependemos d'Ele, pois foi Ele que nos criou e que na Sua infinita bondade nos fez Seus filhos e só Ele com a intercessão da Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos nos poderá salvar e levar-nos para o Seu Reino, portanto digamos “yes, we need You”.

JPR

Salvação e moral

Quando se fala do significado salvífico das religiões, surpreendentemente pensa-se, na maioria das vezes, apenas em que todas possibilitariam a vida eterna, com o que se acaba neutralizando o pensamento da vida eterna, pois todo o mundo chegaria a ela de uma forma ou de outra. Mas assim se rebaixa de maneira inconveniente a questão da salvação.

O céu começa na terra. A salvação no além pressupõe uma vida correspondente no aquém. Não podemos, pois, perguntar-nos apenas quem vai para o céu e abstrair-nos simultaneamente da questão do céu. É necessário perguntar o que é o céu e como vem à terra. A salvação do além deve refletir-se numa forma de vida que torne o homem humano no aquém, isto é, neste mundo, e portanto conforme com a vontade de Deus.

Isto significa [...] que, na questão da salvação, é preciso olhar para além das próprias religiões, para um horizonte ao qual pertencem as regras de uma vida recta e justa, regras que não podem ser relativizadas arbitrariamente. Eu diria, pois, que a salvação começa com a vida recta e justa do homem neste mundo, que abarca sempre os dois pólos, o do indivíduo e o da comunidade.

Há formas de comportamento que nunca podem servir para tornar recto e justo o homem, e outras que sempre pertencem ao ser recto e justo do homem. Isto significa que a salvação não está nas religiões como tais, mas depende também de até que ponto levam os homens, junto com elas, ao bem, à busca de Deus, da verdade e do bem. Por isso, a questão da salvação traz sempre consigo um elemento de crítica religiosa, embora também possa aliar-se positivamente com as religiões. Em qualquer caso, tem a ver com a unidade do bem, com a unidade do verdadeiro, com a unidade de Deus e do homem.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Fe, verdad y cultura’)

Ícone oriental de Nossa Senhora de Fátima entronizado na Capelinha em 2010

Na peregrinação do mês de julho de 2010, um ícone oriental de Nossa Senhora de Fátima foi entronizado na Capelinha das Aparições, onde passará a ser exposto para veneração dos fiéis todos os dias 13 de julho.

Este ícone, oferecido ao Santuário de Fátima, foi pintado na Rússia, segundo as técnicas tradicionais. Tem o Rosário na mão direita de Maria e, na mão esquerda, encontra-se escrita a palavra "Coração" , rodeada de espinhos. Além da tradicional inscrição "Maternidade Divina de Maria", tem ainda as seguintes palavras: "Ícone da Santíssima Virgem de Fátima. Em Ti, a Unidade".

Nota 'Spe Deus': o iconógrafo é Ortodoxo Russo de nome Ivan Lvovich tendo elaborado esta imagem para a Igreja Católica de São João Batista de Tsarkoe Seló em São Petersburgo na Rússia consagrada em 2003 ao Sagrado Coração de Maria. A Virgem Maria segura nas mãos além de um Rosário, uma Medalha, rodeada por uma coroa de espinhos, na qual se encontra inscrita a palavra Coração e que simboliza o Sagrado Coração de Maria, esta opção deve-se ao facto de na iconografia e sensibilidade Ortodoxa a representação do Coração ser considerada demasiado carnal e como subjacente a toda a iniciativa está um espírito ecuménico e o desejo de construção de uma pequena Capela em madeira que por sua vez fosse o início de um Santuário à Virgem de Fátima na Rússia respeitou-se a sensibilidade dos nossos irmãos Ortodoxos.

O Evangelho do dia 12 de julho de 2017

Tendo convocado os Seus doze discípulos, Jesus deu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e de curar toda a doença e toda a enfermidade. Os nomes dos doze apóstolos são: O primeiro Simão, chamado Pedro, depois André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. A estes doze enviou Jesus, depois de lhes ter dado as instruções seguintes: «Não vades à terra dos gentios, nem entreis nas cidades dos samaritanos: ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus.

Mt 10, 1-7